SÃO PAULO - Instável durante boa parte do pregão, o Ibovespa consolidou uma trajetória positiva durante a tarde e fechou em alta de 0,79% nesta quarta-feira (22), após a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Comittee), revelando que uma nova rodada de estímulos monetários deve ocorrer em breve, a não ser que a economia dos EUA melhore significativamente. O giro financeiro do dia foi de R$ 6,65 bilhões.

O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre perdas e ganhos durante toda a sessão. Operando em queda no início do dia, a recuperação ocorreu após a divulgação do indicador de vendas de imóveis usados nos EUA, que apresentou alta para 4,47 milhões de unidades no mês de julho.

Entretanto, após o indicador, a bolsa voltou a operar com perdas, só voltando ao azul após a divulgação da nota. Vale ressaltar que o índice chegou a subir 1,13% após o banco central norte-americano divulgar a minuta, revertendo uma queda de cerca de 0,60% no horário. Entretanto, nos EUA, não foi observado o mesmo movimento, com as bolsas locais fechando sem tendência definida.

Imobiliárias voltam a subir forte

Entre os destaques de ações, estiveram os papéis da Brookfield (BISA3), com ganhos de 8,91%, aos R$ 4,28. Além delas, as ações das empresas do setor de papel e celulose tiveram alta, em meio às expectativas por medidas de estímulo pelo governo. A Gol (GOLL4) também registrou forte alta, com ganhos de 5,42%, aos R$ 10,70, embaladas por possível reajuste de tarifas. 

Já na ponta oposta, estiveram os papéis da TIM (TIMP3), com baixa de 4,25%, aos R$ 7,88, seguidos pela Embraer (EMBR3), com baixa de 2,26%, aos R$ 13,38. 

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

* - Lote de mil ações 1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)  

Europa segue preocupando

Já na Europa, os investidores aguardaram pelo encontro entre Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, e Antonis Samaras, primeiro-ministro grego. Este deverá pedir ao presidente do Eurogrupo um prazo adicional de dois anos para cumprir com as exigências acordadas com os credores internacionais, que é uma condição para receber o pacote resgate. 

Também traz preocupações para o mercado o Japão, depois de mostrar um déficit de ¥ 517,4 bilhões na balança comercial em julho, pressionado pela queda de 8,1% nas exportações na comparação anual. Isso foi visto como um sinal de enfraquecimento da economia global, especialmente por conta da fraca demanda da China e da União Europeia.

Agenda nacional

Na agenda doméstica desta sessão, o destaque ficou para o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15), que voltou a aumentar em agosto, registrando alta de 0,39%. Segundo a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira (22), o indicador veio superior à inflação de 0,33% apurada em julho.

A maior influência para a aceleração do IPCA-15 de julho para agosto veio do grupo transportes. Da queda de 0,59% em julho, foi para a estagnação em agosto. Vale ressaltar também que o instituto poderá alterar a metodologia de cálculo do índice de agosto, por conta da falta de dados provacada por uma greve de servidores. 

Ainda no front doméstico, houve a divulgação do fluxo cambial, que registrou saldo negativo de US$ 1,071 bilhão entre as exportações e as importações. No acumulado anual, o fluxo cambial ainda encontra-se positivo em US$ 22,874 bilhões enquanto no mesmo período do ano passado era positivo em US$ 62,237 bilhões.

Bolsas Internacionais

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em leve alta de 0,21% e atingiu 3.074 pontos, enquanto o índice S&P 500, valorizou-se 0,02% a 1.413 pontos. Por outro lado, a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,23% atingindo 13.173 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou baixa de 1,47% e atingiu 3.462 pontos; no mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres desvalorizou-se 1,42% chegando a 5.774 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, caiu 1,01% a 7.018 pontos.

Dólar

O dólar comercial fechou em alta de 0,07%, terminando a R$ 2,0191 na venda.

Renda Fixa

As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,93%, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,02%, a 128,98% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 0,60%, aos 167 pontos ante 166 pontos do fechamento anterior.

Agenda da próxima sessão

Na agenda doméstica da próxima quinta-feira (23), haverá a divulgação feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente a terceira quadrissemana de agosto. Ainda por aqui, o IBGE revela a Pesquisa Mensal do Emprego referente ao mês de julho. Também no front interno, o Banco Central divulgará a Nota do Setor Externo referente ao mês de julho. 

Já nos Estados Unidos, haverá o tradicional Initial Claims, trazendo o número de pedidos de auxílio-desemprego em base semanal. Também será reportado o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas no país no mês de julho. Por fim, será revelado o FHFA - House Price Index, que mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas.

Por fim, no front europeu, será divulgada a preliminar da Sondagem de Serviços PMI de agosto da Zona do Euro, atividade do setor medida pelo Markit mensalmente. Além disso, será divulgada a preliminar do Manufacturing PMI (Purchasing Manager's Index), também medido pelo Markit mensalmente.

Ainda na Europa, a Eurostat divulga o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha, referente ao segundo trimestre deste ano. Também será publicada a preliminar da Sondagem Composite PMI da Zona do Euro do mês de agosto.

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 BISA3 BROOKFIELD ON4,28+8,91-10,2055,13M
 USIM3 USIMINAS ON9,80+6,18-42,629,48M
 USIM5 USIMINAS PNA8,64+6,14-14,34121,48M
 GOLL4 GOL PN N210,70+5,42-13,9931,75M
 JBSS3 JBS ON5,97+4,37-1,8125,29M

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 TIMP3 TIM PART S/A ON7,88-4,25-13,0480,57M
 EMBR3 EMBRAER ON13,38-2,26+14,5727,52M
 BRKM5 BRASKEM PNA14,55-1,82+18,7434,64M
 CCRO3 CCR SA ON17,45-1,13+43,3457,49M
 SANB11 SANTANDER BR UNT N216,45-1,08+12,7733,63M

 CódigoAtivoCot R$Var %Vol1Neg 
 VALE5 VALE PNA35,31+0,11707,62M27.352 
 PETR4 PETROBRAS PN21,49+1,18423,24M24.053 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN34,28+0,38257,52M23.883 
 GGBR4 GERDAU PN ED19,58-0,10248,01M16.277 
 ITSA4 ITAUSA PN10,09-0,10191,60M24.204 
 PDGR3 PDG REALT ON3,73-0,53158,38M21.474 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON6,72+3,38155,70M17.884 
 BBDC4 BRADESCO PN34,60+0,09127,61M12.477 
 USIM5 USIMINAS PNA8,64+6,14121,48M16.394 
 BBAS3 BRASIL ON ED23,45+1,21120,31M13.021