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Bolsas externas operam em queda, com resultados ruins e projeções pessimistas
Quarto prejuízo consecutivo do UBS dissemina aversão ao risco; "só vou voltar quando o mercado acabar sua correção", diz gestor
03 novembro 2009
SÃO PAULO - As bolsas europeias operam em forte baixa nesta terça-feira (3), maré que se estende ao outro lado do Atlântico, através dos mercados futuros dos EUA. No mercado de commodities, o ouro recua e o petróleo avança; no mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente à libra e ao euro, mas se deprecia face ao iene.
Nos EUA, olhos atentos ao Factory Orders (13h00), responsável por avaliar o volume de pedidos feitos à indústria em setembro. Além disso, serão divulgadas as vendas de automóveis (17h00) do mês de outubro. Por último, o Federal Reserve inicia reunião para decidir o rumo da política monetária norte-americana.
Quarto prejuízo consecutivo
O UBS relatou prejuízo líquido de 564 milhões de francos suíços (US$ 552 milhões) no terceiro trimestre, ante o lucro de 564 milhões de francos suíços entre julho e setembro do ano passado. O prejuízo é presente pelo quarto trimestre consecutivo e, segundo o CEO (Chief Executive Officer), Oswald Gruebel, e o presidente, Kaspar Villiger, será difícil ocorrer uma "recuperação imediata" nos fluxos de clientes.
Crescimento de 12%
Para o Danske Bank, a China poderá crescer nada menos que 12% no decorrer do quarto trimestre, uma vez que indicadores econômicos, como o PMI (Purchasing Managers' Index) de outubro, sugerem forte recuperação. "O crescimento na produção industrial no último trimestre do ano deverá ao menos ser capaz de manter o ritmo do terceiro trimestre, ou ainda acelerar um pouco", completam os analistas.
Vendido
"Eu só volto quando o mercado acabar sua correção". A afirmação é de John Petrides, gestor do ACM Portfolio, e sintetiza seu viés corrente sobre a renda variável, dada a crença de que a tão esperada e profetizada correção já chegou. Para fundamentar sua tese, Petrides observa que há, atualmente, um forte movimento de venda por parte dos investidores, mesmo com a melhora na economia e nos indicadores.
Indústria e balança comercial
No Brasil, destaque para a Pesquisa Industrial Mensal (9h30), com a produção física do País no mês de setembro, bem como para a Balança Comercial de outubro (11h00). A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da última semana de outubro, com inflação de 0,01% no período. Por fim, o Banco Central anunciou o tradicional Relatório Focus.
No front corporativo, o Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2009, período no qual o banco contabilizou lucro líquido recorrente de R$ 2,687 bilhões, alta de 0,4% frente ao mesmo período do ano passado (R$ 2,677 bilhões). O índice de eficiência mostrou melhora na base de comparação trimestral, passando de 46,3% para 41,1% no terceiro trimestre. Já os ativos consolidados atingiram R$ 612,4 bilhões até 30 de setembro, superando a marca verificada um ano antes, de R$ 578 bilhões.
Sobrevalorizada
O Raymond James cortou a recomendação das ações da Vale (VALE5, VALE3), de compra para neutro, citando que a ação está com múltiplos elevados em relação ao Ibovespa. "Nos níveis atuais, acreditamos que nossas projeções de ganhos estão largamente precificadas na ação", disse Francisco Schumacher, analista da instituição.