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Ibovespa oscila entre altas e baixas em tarde marcada pela instabilidade

Resultados continuam em foco, além de indicadores dos EUA; Itaú Unibanco avança após balanço trimestral
Ibovespa oscila entre altas e baixas em tarde marcada pela instabilidade
SÃO PAULO - Os principais mercados de renda variável enfrentam uma sessão de instabilidade nesta terça-feira (3). Enquanto os índices acionários avançam em Wall Street, o Ibovespa oscila entre leves altas e baixas e, há pouco, operava com valorização de 0,02%, a 61.557 pontos.
Lá fora, fica ainda a expectativa pela reunião do Federal Reserve, cuja decisão sobre a política monetária norte-americana será anunciada na próxima quarta-feira (4), além da divulgação das vendas de automóveis do mês de outubro, apresentadas ao longo da sessão.
Resultados
O UBS relatou prejuízo líquido de 564 milhões de francos suíços (US$ 552 milhões) no terceiro trimestre, ante lucro de 564 milhões de francos suíços entre julho e setembro do ano passado. Há pouco, os ADRs (American Depositary Receipts) do banco recuavam 4,80% em Nova York.
O setor financeiro é o foco também do mercado nacional. O Itaú Unibanco divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2009, período em que contabilizou lucro líquido recorrente de R$ 2,687 bilhões, alta de 0,4% frente ao mesmo período do ano passado. O índice de eficiência mostrou melhora na base de comparação trimestral, passando de 46,3% para 41,1% no terceiro trimestre. Os ativos do banco estão entre as principais altas do Ibovespa.
Já a Braskem divulgou lucro líquido de R$ 645 milhões referente ao terceiro trimestre - queda de 44% em relação ao segundo trimestre. Em relação ao mesmo período do ano passado, a Braskem teve aumento de R$ 1,464 bilhão em seu lucro, devido, em especial, ao efeito do câmbio.
Bolsa
Além dos ativos do Itaú Unibanco, os papéis de ALL e Pão de Açúcar também avançam na sessão. Os ativos da Itaúsa também operam em alta.
Por outro lado, os papéis da VCP dão continuidade ao movimento da última semana e lideram as perdas do Ibovespa. Duratex, Aracruz e Embraer também veem seus ativos recuarem na sessão.
A Vale anunciou que pretende emitir novos bônus no mercado global com vencimento em 30 anos. Segundo a mineradora, a oferta de títulos será feita através da subsidiária Vale Overseas e terá garantia completa e incondicional da Vale. Nesta sessão, os ativos preferenciais da companhia avançam.
Parte dos acionistas da Hypermarcas, inclusive um fundo administrado pela GP Investimentos, informou ao mercado que pretende vender 29,7 milhões de ações ordinárias da empresa, retirando-se do bloco controlador. Com isso, os papéis da empresa recuam mais de 6,6% nesta terça-feira.
Entre os destaques de alta estão os papéis de Itau Unibanco PN (ITUB4, +2,69%), ALL UNT N2 (ALLL11, +2,62%), Eletropaulo PNB N2 (ELPL6, +2,52%), Itausa PN (ITSA4, +2,50%) e Pao de Açucar PNA (PCAR5, +2,25%).
Por outro lado, as ações de VCP ON (VCPA3, -3,83%), Duratex ON (DTEX3, -3,64%), Embraer ON (EMBR3, -2,80%), Net PN N2 (NETC4, -2,77%) e Aracruz PNB (ARCZ6, -2,74%) apresentam pior desempenho.
Os maiores volumes ficaram comVale PNA (VALE5, R$ 391,21 milhões), Petrobras PN (PETR4, R$ 281,76 milhões), Itau Unibanco PN (ITUB4, R$ 144,59 milhões), BMFBovespa ON (BVMF3, R$ 117,17 milhões) e Usiminas PNA (USIM5, R$ 101,61 milhões).
Noticiário corporativo
Além da temporada de resultados, o cenário corporativo traz novidades em relação a fusões e aquisições. O mega investidor Warren Buffett anunciou sua maior aquisição em termos de valor: sua gestora de investimentos, Berkshire Hathaway, irá comprar a ferrovia Burlington Northern Santa Fé, por aproximadamente US$ 44 bilhões. Buffet está pagando 18,2 vezes os ganhos por ação estimados para a Burlington em 2010, de acordo com a projeção do mercado. As ações das empresas avançam, respectivamente, 1,4% e 28,2%.
Os ativos da Black Decker, por sua vez, disparam quase 25% em Wall Street depois que a fabricante de ferramentas Stanley Works acertou a aquisição da empresa por cerca de US$ 4,5 bilhões.
Agenda
De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA, o volume de encomendas à indústria norte-americana aumentou 0,9% durante o mês de setembro, melhor do que o esperado pelo mercado.
Por aqui, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,328 bilhão no mês de outubro. O resultado mensal foi influenciado negativamente pelo déficit de US$ 74 milhões registrado na quarta semana de outubro, entre os dias 19 e 25.
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da última semana de outubro, com inflação de 0,01% no período. Já a produção industrial brasileira avançou 0,8% na passagem de agosto para setembro, segundo a Pesquisa Industrial de Produção Física, formulada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Por fim, o RBA (Reserve Bank of Australia) realizou mais um aperto monetário ao elevar a taxa básica de juro em 25 pontos-base, para o patamar de 3,5% ao ano.
Dólar
O dólar comercial perde força em relação à trajetória observada durante a manhã, e opera em queda de 0,45%, negociado a R$ 1,751.