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Bolsas operam instáveis, de olho no Employment Report para definirem rumo
EUA podem ver mais perdas de vagas de trabalho e aumento da taxa de desemprego; resultados novamente em foco
06 novembro 2009
SÃO PAULO - As bolsas operam instáveis na Europa durante esta sexta-feira (6), enquanto os mercados futuros dos EUA têm leve alta. Tanto o petróleo quanto o ouro marcam leve variação positiva, o que explica, em parte, a desvalorização do dólar frente as principais moedas - euro, libra e iene.
Às 11h30, todos os olhos voltam-se ao Relatório de Emprego dos EUA, composto pelos seguintes indicadores: Nonfarm Payrolls, que traz quantos empregos foram criados; Taxa de Desemprego; Average Workweek, com as horas trabalhadas por semana e Hourly Earnings, avaliando a remuneração por hora trabalhada. Todos referem-se a outubro.
Também haverá a divulgação do Wholesale Inventories (13h00), responsável por medir as vendas e estoques do setor atacadista em setembro; além do Consumer Credit (17h00), com o total de crédito ao consumidor em setembro. Por fim, discursos de Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, e de Elizabeth Duke, membro do conselho do Federal Reserve, completam a agenda.
Prejuízos
Já no panorama corporativo, destaque para a British Airways revelou prejuízo líquido de pound; 102 milhões durante o terceiro trimestre deste ano, avanço de 47,8% frente às perdas de pound; 69 milhões vistas no mesmo período do ano passado. A receita líquida da maior companhia aérea do Reino Unido declinou 51%, ao totalizar pound; 1,22 bilhão.
Em linha, o RBS (Royal Bank of Scotland) registrou prejuízo líquido de pound; 1,8 bilhão entre julho e setembro, ante o lucro de pound; 871 milhões no período igual do ano anterior. O resultado negativo se explica, em parte, pelas baixas de pound; 3,3 bilhões geradas pelas provisões com crédito no período.
Saída em breve
A despeito da inércia na política monetária da Zona do Euro, o Danske Bank acredita que o BCE (Banco Central Europeu) sinalizou uma saída das medidas de estímulo em breve. Além disso, os analistas destacaram a preocupação da instituição monetária com a disciplina fiscal dos países, visto que há pouco que o BCE possa fazer para interferir na soberania nacional dos governos europeus.
Comprem títulos brasileiros
Para os analistas do Jyske Bank, o Brasil é um dos principais países para se investir em títulos na América Latina, visto que "emergiu da crise financeira em boa forma". Nesse sentido, o banco dinamarquês recomenda compra aos títulos brasileiros e enxerga uma leve desvalorização do real no curto prazo, mas um fortalecimento no longo prazo, em um horizonte de doze meses.
Indústria em foco
Com agenda econômica tímida no Brasil, destaque para a divulgação pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) da Pesquisa Industrial Mensal, avaliando a produção física regional no mês de setembro.
Otimista, mas com tensão
"Crescerá à frente. Estou bullish". É com esse viés que Roger Agnelli, CEO (Chief Executive Officer) da Vale (VALE3, VALE5), enxerga a trajetória da demanda chinesa por minério de ferro no próximo ano, conforme entrevista concedida à agência Bloomberg.
"É uma realidade que podemos contar com a continuidade do crescimento da China e com as expansões da América Latina e da Índia", completou o executivo que, apesar do otimismo, acredita que as negociações com as siderúrgicas chinesas serão "tensas" em 2010.