SÃO PAULO - Os problemas com o Banco Panamericano (BPNM4) são pontuais e específicos da instituição, é o que acredita o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora.

Ainda segundo o analista, os bancos brasileiros apresentam solidez confiável e mesmo instituições do mesmo porte do Panamericano não apresentam quaisquer sinais de necessidade de injeção recursos do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), como os R$ 2,5 bilhões injetados no banco do Grupo Silvio Santos.

Ações do setor devem oscilar 

Contudo, no curto prazo, as incertezas geradas pela operação devem aumentar a volatilidade das ações do setor no Brasil, havendo possível queda nas cotações.

"Além disso, a notícia do aporte de R$ 2,5 bilhões do Grupo Silvio Santos no Banco Panamericano, para cobrir uma fraude, anunciada ontem à noite, deve causar algum impacto negativo para os ativos financeiros domésticos", afirmou Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Ao final da última terça-feira (9), as ações do Banco Panamericano registravam queda de 6,75%, enquanto outras instituições financeiras também apresentavam quedas significativas, porém não tão intensas. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 2,39%, Santander (SANB11) 5,59%, Itaú Unibanco (ITUB4) 2,69% e Bradesco (BBDC4) recuou 2,96%.

Explicações são esperadas

Por fim, Galdi avalia que o Banco Central deverá se pronunciar a respeito do caso nos próximos dias, com finalidade de esclarecer os fatos e, também, negar ou confirmar as suspeitas de erro contábil e fraude que surgiram acerca do ocorrido.

Há também expectativas quanto à reação da Deloitte quanto à repercusão do caso, dado sua responsabilidade na auditoria do banco. Até o fechamento da matéria, não foi possível contatar os representantes da consultoria.