SÃO PAULO - A falta de trabalhador qualificado e o alto custo da mão de obra apresentaram queda entre os principais problemas enfrentados pela indústria da construção, no segundo trimestre de 2012, em comparação com os primeiros três meses do ano. Os dados fazem parte da Sondagem Indústria da Construção, divulgado pela CNI nesta quinta-feira (26).
Entre as pequenas empresas, a falta de profissionais qualificados deixou de ser o principal problema, passando de 52,8% no primeiro semestre para 42,6% no segundo. Agora, a maior dificuldade que esses empresários possuem é a elevada carga tributária, segundo 50,8% deles.
Já para as grandes empresas, a falta de trabalhador ainda é o maior problema, com 54,6%. Porém, o percentual é 1% menor que do trimestre anterior e 21,2 p.p. inferior ao do segundo trimestre de 2011.
Para ambos portes, o alto custo da mão de obra aparece em terceiro lugar. Mas, para os pequenos empresários, o percentual de respostas caiu de 43,8% nos primeiros três meses deste ano para 36,1%. Para as grandes, o item também apresentou baixa, passando de 41,4% para 30,9%.
Na contramão, os indicadores que justificam o desaquecimento do setor revelam crescimento em assinalações. A porcentagem de falta de demanda cresceu entre todos os portes, passando a representar o quinto item mais importante entre as pequenas empresas e o quarto entre as médias e grandes empresas.
Outras dificuldades
Além dos três principais problemas assinalados por empresas de grande e pequeno porte, as condições climáticas aparece em 4º lugar, representando 25,4% para as pequenas e 11,3 para as grandes empresas.
A inadimplência dos clientes está na 6ª posição tanto para as pequenas quanto para as grandes, com 19,7% e 16,5%, respectivamente. Outras dificuldades como a taxa de juros elevadas, competição acirrada de mercado, falta de capital de giro e alto custo da matéria-prima, também aparecem na lista.





















